A Ryca

Jamais pensei que iria escrever algo triste sobre a Ryca. De verdade, a máscara ainda não caiu! Não acredito que nunca mais a verei, não ouvirei seus latidos, tampouco receberei suas lambidas-molhadas-no-rosto. Não creio no que aconteceu. 🙁

Aqui em casa há um vazio; há um silêncio que sinaliza dor. Quando fecho os meus olhos, vem à mente a imagem da Ryca, daqueles olhos gigantes me encarando, pedindo ajuda e eu não podendo ajudar da maneira correta. Me dói tanto.

Estou lutando pra ser forte e guardar comigo só lembranças boas, mas tem horas que não consigo. Simplesmente não consigo fingir que nada aconteceu, porque, sim, aconteceu! A Ryquinha morreu! A minha neguinha-mais-linda-do-mundo já não está mais com a gente! 😭

Acredito que, agora, a Ryca está brincando muito ao lado da Aysha (sua filhota) e mandando energia positiva pra gente. Porém, é complicado colocar na mente que, no fim, tudo ficará bem. 💔

Quero acreditar que a partida da Ryca foi a melhor coisa que aconteceu, pois colocou um fim no sofrimento/dores que ela vinha sentindo há um tempo. Ela não conseguia se comunicar como humano, através de palavras, mas seus olhos expressavam muita coisa. E eu sabia que aqueles olhares tristes eram uma despedida.

A Ryca foi/é importante pra mim, pra minha família e todos que a conheceram. Ela foi mais do que uma cachorrinha; ela foi uma filha que transbordava alegria, paz… Ela é o amor na melhor forma possível!

Foram 4 anos e 3 meses de muito companheirismo e amizade. A Ryca surgiu um mês antes do meu primeiro amor. Decidi deixar esse carinha de lado e as lembranças também, porém, a Ryca estará sempre na minha mente.

De tudo o que aconteceu em 2014 até agora, a minha maior alegria foi a chegada da Ryca. Agora é hora de deixar a minha neguinha ir brilhar em outro lugar…

Te amo, Ryca. Muito mesmo. 💔

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Ele me deixou… De novo.

Agora, aqui dentro, há uma dor insuportável. Nem parece que há algumas horas eu estava contente por ter encontrado um trabalho, finalmente. O emprego dos meus sonhos, na verdade. Não vou culpar Deus e nem atribuir a mim mesmo o motivo de estar me sentindo um lixo. De pessoa, ser humano, namorada… Enfim, ser humano.

Após quase dez anos, ele me deixou. Uma das pessoas que eu mais amava na vida me abandonou. O término foi horrível, feio, covarde. Não vou superar agora, mas irei perdoar. Não vale a pena carregar comigo uma dor que só vai me fazer mal e não acrescentar nada.

Ele foi importante na minha vida. Muito mesmo. Com ele aprendi a ser mais mulher, independente. Mas o meu maior erro foi entregar de bandeja o meu coração, pois hoje sinto falta de uma parte de mim. O meu coração ainda está com ele, mas por pouco tempo.

Meus amigos dizem que sou forte e eu estou começando a acreditar nisso. Quando vem a vontade de chorar, olho pra cada um deles e reparo que suas lutas diárias valem à pena; devo encarar as minhas de frente também.

Uma das minhas amigas passou por muitos problemas no ano passado. Ela corria o risco de perder o pai. Mas Deus foi fiel e deu-lhes mais uma oportunidade; a outra guria, mesmo adolescente, também é forte pra caramba. É baixinha e cheia de complexos de inferioridade, é verdade, mas tem uma determinação e inteligência invejáveis. Nem vou falar do gordinho… Ele tá ali pro que der e vier, mesmo sendo frustrado diariamente por não conseguir um grande amor.

Eu consegui! Com muita luta, passei 10 anos vivendo um grande amor. Mas, parece que chegou a hora de abandonar esse barco e seguir em frente. Sei que vai doer um pouquinho… Um pouquinho não, vai doer muito! Mas eu quero ter a mesma força de vontade que os meus amigos têm! Quero encarar essa fase de cabeça erguida, pra tentar esquecê-lo de vez ou aguardar os planos de Deus.

Acredito muito que Deus tem um plano pra mim. Tudo isso não é em vão.

Ele me deixou… De novo! Não sei se dessa vez vai ser pra valer, mas sinto dentro de mim uma coisa diferente. Parece libertação. Que seja o que Deus quiser! Só quero o melhor pra mim. Com ou sem ele. 💔

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Gosto de lembrar dele.

Até hoje eu não sei o que me encantou nele. Quando o conheci, era apenas um garoto magrelo, típico adolescente good vibes. A gente ficou por um bom tempo conversando, se conhecendo e tentando criar uma amizade. Porém, algo foi mais forte dentro de mim. Infelizmente, não conseguia vê-lo apenas como amigo.

Diariamente eu me torturava. Uma parte não queria tê-lo só como amigo; o outro lado insistia que só a amizade bastava. Entrei em choque de personalidade. Já não me conhecia e queria saber todos os passos dele. Perdi a conta de quantas vezes passei em frente à sua casa, na intenção de vê-lo de longe.

Quando eu já não mais conseguia lidar com o sentimento, fui sincero e contei o que se passava comigo. Ele levou tudo na brincadeira, dizendo que a nossa “amizade vida loka” era boa e deveríamos continuar daquela forma. Hoje eu penso que, na verdade, ele nunca se importou comigo. Na festa em que “cobrei” um beijo, ele aproveitou a oportunidade pra deixar claro que não me curtia. E fui tão tolo.

Após o seu aniversário de dezoito anos, ele mudou completamente. Enquanto eu continuava me comportando como um adolescente-bobão, ele cresceu. Fisicamente e mentalmente, à propósito. Me perdi a partir dali, pois nos distanciamos na tentativa de eu melhorar. Mas nada mudou.

Veio a ligação da Gabi avisando que ele iria embora. Lembro perfeitamente  daquela tarde… Eu estava ocupando a minha mente em dois empregos, pois queria controlar os sentimentos.  Aquela chamada no celular foi meio que um soco na minha cara. A despedida foi 5 dias antes do meu aniversário de 20 anos.

Quatro anos se passaram desde o nosso último abraço. No passado doía muito pensar na nossa “história”, mas hoje… Hoje eu vejo o quanto cresci e mudei algumas coisinhas. Queria muito que ele retomasse o contato comigo (nem que fosse online) e tentássemos um relacionamento. Se não desse certo, pelo menos eu fui “fiel” durante 04 anos. À espera dele.

Em mais de quatro anos de amor (platônico, talvez), o meu sentimento nunca mudou. Sempre fiquei por aqui recusando pessoas e sem me interessar por outras de verdade. Ainda gosto de lembrar dele e do quão importante foi esse “romance” na minha vida.

Novamente repito: te amo pra caralho. 💗

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