Dica de Filme: Como Ser Solteira (2016)

Sinopse: Existe um jeito certo e um jeito errado de ser solteiro, além disso… existe Alice. E Robin. Lucy. Meg. Tom. David. A cidade de Nova York está cheia de corações solitários que buscam o par ideal, seja ele uma conexão de amor, uma ficada, ou alguma coisa no meio disso. E em algum lugar entre essas mensagens provocantes e saídas de uma noite só, o que todos esses solitários têm em comum é a necessidade de aprender a ser solteiro em um mundo cheio de constantes evoluções sobre a definição do amor. Badalar na cidade que nunca dorme nunca foi tão divertido.

Estava precisando de uma comédia no último final de semana e decidi ver esse filme. Cheguei a dar play, mas em uns dez minutos desisti. Ontem à tarde resolvi dar uma segunda chance e, pasmem, o filme que eu havia desistido nos primeiros dez minutos acabou me arrancando uma boas gargalhadas e me fazendo refletir sobre algumas questões. Tinha tudo para ser mais uma comédia clichê sobre ser solteiro, mas no fundo acabei achando bem interessante.

Como Ser Uma Solteira é protagonizado por Dakota Johnson (de “Cinquenta Tons de Cinza”) e Rebel Wilson (a Amy Gorda de “A Escolha Perfeita”) e estreou em fevereiro nos cinemas, mas eu nunca havia ouvido falar até o último final de semana. A história gira em torno de quatro mulheres solteiras, inicialmente sem nenhuma ligação, mas que ao longo do filme se entrelaçam em suas histórias. O mais bacana é que cada uma delas representa um tipo diferente de solteira, e os caras com quem elas se envolvem também ganham destaque e representam outros tipos de solteiros do nicho masculino.

A história inicia com Alice, personagem da Dakota, decidindo dar um tempo no relacionamento de anos com Josh, para poder fazer coisas que ela nunca teve liberdade, porque nunca se viu sozinha, sem um namorado. Ela se muda para Nova York e vai morar com a irmã mais velha Meg, uma médica bem sucedida, viciada no trabalho e sem tempo para relacionamentos que, do dia para a noite, decide engravidar sozinha, por inseminação, escolhendo o pai do seu filho em um banco de esperma na internet. Em Nova York, Alice vai trabalhar com Robin, a personagem da Rebel Wilson, uma típica solteira que só quer saber de farra, sexo e bebedeira. Elas trabalham como secretárias em uma firma de advocacia. Há ainda uma quarta solteira chamada Lucy, uma programadora que mora sozinha em seu apartamento que fica em cima do bar de Tom. Ela está determinada a encontrar o homem ideal pela internet, mas é muito exigente com os critérios. Seu Wi-Fi é uma merda, então todos os dias ela desce para o bar e fica com o seu computador aberto no balcão, trabalhando e usando o Wi-Fi grátis. Esporadicamente, ela também marca encontros com caras da internet no bar de Tom.

Uma das grandes surpresas do filme, logo no começo, acontece quando Alice se vê solteira de verdade. Ela só queria dar um tempo com o namorado, mas ele acaba conhecendo outra garota, se apaixona e fica noivo. E ela, por sua vez, a ver navios e sem ter ideia de como é levar a vida de solteira. É aí que entram as outras garotas – e alguns garotos.

Os homens solteiros retratados no filme também são interessantes. Tom, o dono do bar, é um típico pegador, que já ficou com Robin e com Alice, mas acabou se apaixonando por Lucy, a programadora, que não está nem aí para ele – na verdade, Tom está bem longe dos critérios dela. Também surgem David, um jovem viúvo com uma filha criança, cuja esposa faleceu há apenas dois anos. Ele acaba se envolvendo com Alice. E tem também o Ken, um cara que tem queda por mulheres maduras e acaba se envolvendo com Meg, a complicada médica que se acha que é independente o bastante, não precisa de um homem e está grávida de um doador de esperma anônimo que ela achou na internet.

Confesso que, ao ler o título do filme, achei que fosse mais uma comédia besteirol sobre pessoas farreando e fazendo sexo. Não deixa de ser, mas o foco não fica só nisso. Todos são retratados como seres humanos complicados. Robin, a fanfarrona, é uma riquinha que refugia a sua solidão na balada, no sexo sem compromisso e na bebedeira. Alice é uma garota que não sabe como curtir a solteirice porque sempre que encontra um cara, tenta se moldar a ele e, consequentemente, o cara acaba não a vendo como ela realmente é. Meg é bem sucedida profissionalmente, independente e madura, mas foi magoada demais no passado e tem dificuldade de acreditar nas boas intenções de homens com ela. E Lucy, por fim, é uma mulher que procura um homem com todas as qualidades que ela almeja e sem os defeitos que ela despreza – ou seja, não procura um homem real. Idealiza demais.

Ao longo do filme, tanto as protagonistas quanto os homens com quem elas se envolvem vão amadurecendo. É interessante observar o desenrolar da história de todos. Apesar de ter várias histórias como plano de fundo, o filme não fica com aquela sensação de bagunça.

Algumas piadinhas idiotas da Robin me incomodaram, bem pouco. Mas é aquela coisa, toda comédia com a Rebel Wilson quer retratá-la da mesma forma. É como se o mesmo personagem só mudasse o nome, mas não é algo que chegue estragar o filme.

A trilha sonora também merece atenção. Muitas músicas lindas tocam, como “Welcome To New York” da Taylor Swift, quando a Alice está chegando em Nova York, “Love Myself” da Hailee Seinfeld, “SuperLove” da Charli XCX, “Mine” da Phoebe Ryan [acho essa música tão cute], entre outras bem legais.

Confira o trailer:

18 Comentários

18 Comentários em "Dica de Filme: Como Ser Solteira (2016)"

  1. Simone diz:

    Parece uma comédia muito legal, vou assistir *.*
    Beijos

  2. Bianca diz:

    Já tinha ouvido falar desse filme no começo do ano e o coloquei na minha lista de filmes pra assistir, mas ainda não consegui. Gostei muito do seu post sobre ele, vou ver se consigo assisti-lo em breve.
    Beijos

  3. Gente, faz um tempão que quero ver esse filme! Amei sua resenha. <3

    http://www.kailagarcia.com

  4. Bruna WB diz:

    Sabe que nunca tinha ouvido falar sobre o filme? Sou meio alienada pra essas coisas, eu acho, haha. Eu adoro um drama, mas comédias do tipo são meu guilty pleasure. Volta e meia entro na netflix e coloco algo para assistir, então adoro encontrar posts com sugestões para ter uma referência. 🙂
    Beijos,
    Bru

  5. Preciso dizer Cássio, eu dei uma chance a sua crítica.
    Não sou nem um pouco o tipo de pessoa que curte comédia, mas lendo seu texto, fiquei bem curiosa mesmo para ver esse filme! Primeiro porque algo me diz que vou achar uma personagem com a qual me identifico, e depois porque tô curiosa mesmo!
    🙂

    • Vixe… Olha só que responsabilidade, Ana Cláudia. Se você detestar o filme, vou me sentir culpado agora… Haha
      Fico contente que você gostou da resenha e resolveu dar uma chance ao filme.
      Espero que goste do filme e realmente se identifique com a personagem pela qual ficou curiosa.

  6. Julie diz:

    Parece ser bem divertido!
    Anotei o nome para ver no feriado 🙂
    Bjinhos

  7. Não conhecia o filme, mas amei a resenha e estou bem empolgada para vê-lo. Adoro o gênero! Bem legal a vida das personagens se cruzarem ao decorrer da trama. Pelo visto a tilha sonora está mesmo ótima com a Haille na lista!
    http://www.virandoamor.com/

  8. Jayhana diz:

    Eu assisti, é muito legal haha :3
    Mas adorei mesmo a trilha sonora. *o*
    Bjs

    http://www.jayhanadenardi.blogspot.com.br

  9. Lembro que quando saiu o trailer fiquei super ansiosa para assistir por causa da Dakota, mas acabou que meses depois que lançou nem assisti 🙁
    Adorei a resenha do filme e trouxe de volta a vontade de assistir ele, hahaha.

    Beijos