Minha experiência com os alcoólatras

Um texto antigo do Paulo Coelho diz que “a felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista”. Essa frase passou a ter um novo sentido na minha vida após eu ser convidado para participar de um encontro do grupo de Alcoólicos Anônimos (A.A.) daqui de Araguaína.

À princípio, pensei várias vezes se deveria ou não ir, já que estaria pisando em um terreno desconhecido, cheio de pessoas com “problemas”… Mas eu fui!

Fui e voltei com um novo pensamento à respeito dos alcoólatras, além de conhecer um pouco mais sobre a dor/infelicidade que os mesmos enfrentam. Logo de cara percebi que não é fácil lidar com um problema que afeta não só a própria pessoa, mas a família, amigos, emprego, enfim, todo um círculo social.

Durante as 2h de reunião, pude ouvir (e porque não sentir?!) o drama enfrentado por cada pessoa. É triste saber que fulano está há 30 anos lidando contra o vício; que para ele é como uma doença mental (sem cura), onde você tem de se policiar diariamente para não cometer nenhuma besteira.

O mais incrível de tudo é que as pessoas que participam desse grupo já tentaram se livrar do alcoolismo com psicólogos e afins, mas não obtiveram um resultado satisfatório. Só quando elas se reuniram em grupo terapêutico a tal da luz no fim do túnel apareceu, dando aos A.A. uma chance para se libertarem do vício.

A reunião é simples! Simples mesmo: todos ouvindo cada pessoa contar sobre a sua luta e compartilhando algumas vitórias alcançadas. Ah!, todas as salas dos grupos têm uma placa com a seguinte frase: “Quem você vê aqui, o que você ouve aqui, quando você sair daqui, deixe que fique aqui.”

Ou seja, todas as pessoas que frequentam os grupos de alcoólicos anônimos são conscientes de que ninguém contará nas ruas o que foi dito ali. É uma espécie de diário, sabe?! Só que ao invés de você escrever e não obter uma resposta, nesses encontros sempre haverá uma palavra amiga, um consolo e uma inspiração.

Mesmo você não sendo alcoólatra, vale muito à pena fazer uma visita à esses grupos, principalmente para dar uma força àqueles que tanto sofrem com o alcoolismo. Há várias formas de ajudar aos A.A., uma delas é dizendo: “Parabéns, você é forte!”. Certeza de que 3 palavras podem mudar vidas!

Voltando ao texto do Paulo Coelho, ele diz em certo momento que “vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões, mas tudo é passageiro e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé”.

26 Comentários

26 Comentários em "Minha experiência com os alcoólatras"

  1. Vanessa diz:

    Post muito válido. Meu cunhado é ex-alcoólatra a mais de 20 anos. Ele tomou consciência do problema quando era bem novo e já procurou o AA. Até hoje ele dá palestras para ajudar quem está passando pelo mesmo problema. ;D

    Bjinhos,
    ❥ AmigaDelicada.com.br

  2. Oi!

    Minha avó era alcoólatra e faleceu bem jovem devido a essa problema. É uma coisa que afeta a todos em volta da pessoa doente.. Achei legal da sua parte ter ido conhecer melhor!

    Beijos

    http://www.ooutroladodaraposa.com.br

  3. Gabriela diz:

    Que post maravilhoso! Nunca participei de uma reunião do AA, mas sempre tive vontade. Como você disse deve ser muito doloroso ter i]um vício, uma “doença” mental que não tem cura que afeta não só a si mesmo, mas também a sua família, amigos, o seu trabalho. O que essas pessoas mais precisam é de apoio.

    Parabéns pela post e pela iniciativa!

    Magia é Sonhar

    • exatamente, Gabi! elas precisam de apoio, incentivo a continuarem na luta e não serem vistas pela sociedade como se fossem doidas. longe disso, precisam é que destaquemos suas qualidades e força de vontade em sair do vício. 🙂

  4. Julie diz:

    Muito legal você tratar desse assunto aqui no seu blog, Adriel! Eu não conheço ninguém que enfrente esse problema, mas imagino que seja uma luta constante e bem difícil.

  5. Silvana Crepaldi diz:

    Olá, Adriel.
    Ótima postagem e que bela iniciativa. Eu nunca tive muito contato com ninguém nessa situação, mas acredito que deve ser muito difícil para todos, desde a pessoa que passa por isso e ainda mais para os familiares.

    Prefácio

  6. Luiza Helena Vieira diz:

    Oi, Adriel!
    Nossa! Que experiência hein? Achei muito legal da sua parte só ir ouvir os relatos. Por mais que eu tenha vontade de ir, acho que não iria me sentir bem. Eu sou muito empática e sempre fico mal por qualquer pessoa…
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Literário de Carnaval
    Resenha premiada Paixão e Crime
    Sorteio Três Anos de Historiar

  7. Sua iniciativa foi louvável. Eu sofri com um caso de alcoolismo em minha família quando era criança. Fiquei tão traumatizada, que hoje odeio bebida alcoólica, não bebo nem socialmente. Tenha um dia abençoado, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    http://paisagemdejanela.blogspot.com.br

  8. Luly diz:

    Ai, que fofo você ter ido atrás da reunião para poder ouvir as dores do pessoal e dar força, Adriel! Muito legal da sua parte mesmo, deve ter sido uma experiência quase “bipolar”, né: ao mesmo tempo que engrandece e abre a mente, ver as pessoas nesse tipo de situação derruba um pouco (ou muito) a gente!

  9. Oiee,

    Muito bacana você ter ido a uma reunião para estar conhecendo um pouco mais do processo e também das histórias dessas pessoas que lutam diariamente para fugir da bebida.

    Bjs e um bom Domingo!
    Diário dos Livros
    Siga o Instagram

  10. Admiro muito você ter feito isso, eu também hesitaria, sabe? Nós que nunca passamos por isso não sabemos como realmente é, é bom ver de perto pra saber o que o outro sente!

    Beijão, mariasabetudo

  11. Milena diz:

    Eu sempre pensei que só alcoólatras podiam participar de reuniões assim, até porque isso fazia muito mais sentido pra mim, mas depois desse post fiquei com muita vontade de fazer uma visita em alguma reunião aqui da minha cidade. Uma das coisas mais gratificantes da vida é apoiar alguém quando essa está passando por dificuldades, né? Tu não ganha nada além do agradecimento dela, mas isso vale muito mais que dinheiro ou qualquer outra coisa. Gostei MUITO desse post, Adriel! <3

    Beijos,
    literarizandomomentos.blogspot.com

  12. Vera Trucks diz:

    Tenho marido que bebe, ele não quer ajuda e nem frequentar lugar algum. Então fico na minha, antes ficava mal, chorava mas agora se ele quiser morrer por causa da cerveja, não vou ficar desesperada mais

    • poxa! 🙁 espero que as coisas melhores por aí. esse tipo de situação é tão triste, pq a gente quer ajudar, mas a pessoa não deixa ser ajudada. não desiste dele, por favor. uma hora ele enxergará a realidade. 🙁

  13. vera lucia de andrade pereira trucks diz:

    Desculpem o desabafo, mas nao aguento mais mesmo essa situacao. So nao mandei embora de casa, pq ele nao trabalha e nem procura e a unica que sustenta a casa sou eu, entao imagina a situacao em que me encontro, voltar para casa da familia dele sem dinheiro nem pensar