Ele me completou

Não sei quando o rolo começou, a única coisa que me recordo é de que foi mágico e eu me senti especial (a pessoa mais feliz do mundo, e eu sei que isso soa clichê!).

Ele me tratava de um jeito único, elogiando-me sempre. Ah!, e aquele sorriso? Era o mais lindo de todos que já havia visto. Era verdadeiro, cheio de alegria e me trazia paz. Tudo poderia estar desabando ao meu lado, mas se eu visse aquele sorriso, não teria medo de mais nada.

A gente não se conhecia muito bem, tanto é que propus jogar “verdade ou consequência” pra descobrir alguns podres sobre ele. O jogo não foi necessário, já que começamos a revelar (naturalmente) um ao outro os nossos maiores segredos. Confesso que fiquei com medo de falar que o amava, mas, né, aproveitei a oportunidade.

Após minha declaração, ele me deu um abraço. O melhor abraço que eu poderia receber. Era acolhedor, cheio de amor e verdade. Sabe o que é se sentir completo? Era mais ou menos por aí! Ele me fazia sentir feliz, sem a necessidade de mais nada, a não ser seu sorriso e abraço.

Chegou o dia de apresentá-lo aos meus pais. Pela primeira vez, não fiquei com vergonha, pois ele era certo. O cara certo pra mim. Com muita coragem, fui buscá-lo em casa antes do horário marcado pro jantar. No carro ele confessou que também me amava, e não falou antes porque estava inseguro. É compreensível… Eu também estava!Nos beijamos e partimos em direção ao jantar. Chegando lá, meus pais o cumprimentou e logo de cara perceberam que ele me fazia bem (o meu bom humor e felicidade comprovavam isso!). Graças a Deus tudo ocorreu bem… Ele até ficou pra dormir comigo, tudo com a permissão dos meus velhos. Eu já não era uma criança, tinha 22 anos. Mas, quando se vive sob um teto que não é seu, respeitar os donos é a melhor coisa.

Ao chegar no segundo andar, no meu quarto, ele foi ao banheiro fazer a babar, mesmo eu protestando. Amava-o de barba. Quando estava finalizando o processo, gritou-me. Fui rapidamente ver o que havia acontecido.

Sem nenhum pudor e vergonha, ele me pediu pra tirar o resto dos pelos que ainda haviam sobre a sua face. Assim o fiz. Após o término, ele me abraçou, me beijou e disse novamente que me amava. Me senti realizado e a melhor pessoa do mundo.

Fomos pra cama. Fizemos sexo. A nossa primeira vez juntos. Foi incrível. A nossa conexão era ótima, parecia que nos conhecíamos há muito tempo. Quem sabe numa vida passada, né?! Eu só tinha uma certeza: eu e o Daniel iríamos ser felizes para o sempre.

Porém… Acordei no meio do sonho, soado, com o coração acelerado e assustado. Tudo pareceu muito real, mesmo eu sabendo que não era realidade. Mas é aquela coisa: já que não temos um mozão, vamos continuar fantasiando, pois sonhos desse tipo nos trazem a esperança de que o amor existe, sim.
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Como ter uma vida feliz estando sozinho (ou desenvolvendo o amor próprio)

Recentemente eu conheci um carinha. A gente passou alguns dias conversando e, nossa!, na minha mente parecia que a coisa iria se tornar um relacionamento sério. Logicamente, as minhas ilusões foram despertadas graças aos “sinais” que o menino dava de que queria algo. (Claro que a carência também ajudou um pouquinho nas minhas fantasias!)

Após uma semana de papo, marquei um encontro com o contatinho que consegui através do Tinder. Mesmo sabendo que usar o app é sinônimo de furada, eu fui. 👏👎

Devo esclarecer uma coisa antes de prosseguir a história: a ansiedade e insegurança se fizeram presentes durante boa parte do tempo em que estive conhecendo o carinha. Passei por crises, ausência de fome… Foi tenso! 😐

Eu tinha o “crush” como um deus. Via ele como um cara mais lindo do mundo, perfeito… E eu era apenas o Adriel-idiotão. Feio demais pro menino, sem nada de especial, etc. Sabe o que é autosabotagem? Era mais ou menos por aí.

No dia do encontro, fui todo fofinho e até abri mão da minha timidez. Resultado: nem 2h comigo, o menino disse que ia sair com uns amigos e tchau. No outro dia ele falou comigo, depois também e, no fim, sumiu . E QUE BOM! O carinha que disse que era o seu crush, que iríamos sair mais vezes e tals sumiu. E QUE BOM!

Depois do pé na bunda (se é que posso chamar disso!), vi que precisava dar um up na minha vida, me amar mais e, claro, focar na positividade. Fui pra frente do espelho e me olhei de corpo inteiro, pelado. Vi a imagem do meu corpo, analisei o que mais amava em mim e o que mais detestava.

Mentalmente, fiz uma lista de atitudes que deveria tomar, sendo uma delas controlar o meu psicológico, pois se ele estivesse bem, 50% dos meus problemas estariam resolvidos. Parti pra meditação pra me entender melhor. Funcionou.

Já com as possíveis soluções em mãos, me olhei no espelho e comecei a analisar novamente os meus “defeitos” e qualidades. Na verdade, passei a olhar pras gordurinhas não como inimigas, mas sim com o objetivo de me despedir delas aos poucos, sem neura.

Depois que passei a meditar, comecei a me olhar com os olhos do coração, vendo a beleza que existia em mim e eu nunca havia visto. Sabe aquelas gordurinhas? Elas são consequências da minha ansiedade, então, comecei a controlá-la com exercícios físicos e… Veja só: os quilos começaram a diminuir!

Tendo resultados físicos positivos e a mente funcionando 100%, hoje posso dizer sem medo que me amo pra caralho. 😍 Amo os defeitos, qualidades e tals. Amo os meus olhos, meus cabelos crespos, meus dentes desalinhados, minhas pernas grossas… Amo tudo em mim! Mesmo quando mudar o meu corpo (a meta é essa!), continuarei amando quem fui e serei!

A gente não precisa de namorado/contatinho/crush ou que alguém nos elogie pra se sentir bem. Precisamos apenas nos olhar com os olhos do coração e nos aceitar, pois dificilmente os outros irão fazer o mesmo conosco.

Seja lá o defeito/problema que tivermos, tratar do psicológico resolverá muita coisa. Sendo assim, ore, medite, vai na terapia… Cuide da sua mente-manipuladora-da-realidade.
Quanto ao carinha, não sei o que faz da vida. Se reencontrasse-o, agradeceria tanto por ter me ajudado. É aquela coisa… Há males que vêm pro bem! 🙂
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Na radiola: AJR

Eu amo música! Independente do estilo, amo ficar horas e horas viajando com as letras das canções. Mas, claro, tem de haver uma letra, não pode ficar somente no “eu quero tchu, eu quero tcha!”. Sabendo disso, devo confessar que adoro quando descubro novas bandas. O Spotify é campeão disso, né? Vira e mexe, vivo encontrando novos talentos por lá! 🙂

A descoberta da  vez trata-se de AJR (sigla do nome dos irmãos Adam, Jack, e Ryan Met). O grupo toca pop bem vibes 2009 da MTV, com o diferencial de que os próprios integrantes é que escrevem e produzem suas músicas. Em meio à tantos artistas que não compõe nada do que cantam, ser original é algo a ser bastante valorizado/gloriado.

O que mais me conquistou em AJR é que a maioria das músicas começam lentas, mas “explodem” no refrão, fazendo com que a nossa vontade seja de levantar e sair correndo, gritando, cantando, enfim, enlouquecendo. Isso é ótimo e bem ausente na atual era musical em que estamos!

Outra coisa que me deixou mais fã da banda foi saber que o vocalista, o Jack, é gay. As apresentações dele são únicas, sabe? Ele tem um jeitinho tão fofo, canta com o coração… Ai, me consquistou demais! 💗

E lá vai o mais importante: conheci AJR na mesma fase em que estava conversando com o último carinha que saí. As musicas fizeram total sentido na época. Hoje escuto-as com uma dorzinha e saudades daquela fase, mas, né, vida que segue.

Só pra constar: AJR é mais famoso do que eu pensava. Os meninos já abriram shows pra várias turnês, tipo: Demi Lovato, Fifth Harmony, Train, etc. 💕

Tem alguma banda que conheceu por acaso e ela se tornou o seu vicio? Se sim, me conta qual, siá! 😘

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