Talvez eu esteja louco…

Ouvindo “Breath Low”, da Alesha Dixon

Faltam poucos minutos pro fim do expediente! Tenho muita coisa pra fazer… Muitas do tipo muitas mesmo! Relatório mensal, atualização de banco de dados, monitoramento das redes sociais… A lista é imensa e eu não estou nada preocupado. E não estar preocupado faz eu ficar preocupado! 😛

Mas eu não quero escrever sobre isso. Triconto sobre tretas no trabalho em outra oportunidade. O que preciso desabafar é sobre a minha fissura pelo D. Tá piorando a cada dia as coisas por aqui. Deixa eu contextualizar…

Quando conheci o D., eu trabalhava na empresa x. Um ano após o D. ir embora, acabei saindo da empresa. Agora, 4 anos após toda a treta, voltei a trabalhar na empresa x, porém, o meu contato com D. não retornou. Na verdade, o D. finge que eu nem existo. E eu entendo.

Não houve absolutamente nada entre eu e o D. Por que ele pensaria em mim ou viria conversar comigo? Não há motivos! Não fui especial pra ele. Nem como amigo.

Pensar sobre o meu não-relacionamento com o D. me deixa mal. Muito mal. Eu gostaria de saber como fazer pra esquecê-lo. Da internet eu já aprendi: apenas parar de procurar por novas atualizações nas redes sócias. Mas, e da mente? Como fazer pra não pensar nele, na época em que o conheci?

Tô amando o meu trabalho. De verdade. Faço as coisas que gosto, sem pressão e bla bla bla… Mas esse lugar me lembra ele. Me lembra da época em que eu ficava esperando por mensagens no celular, marcações de rolês e tals.

Tô caminhando pra casa dos 24 anos, mas pirando a cada dia. Crise de ansiedade, medo, medo, medo e mais medo. Olha, D., gostaria nem de ter te conhecido.

Affão.

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O gótico

Eis que numa bela manhã resolvi realizar uma faxina digital nas minhas redes sociais. Eu queria colocar na lixeira os e-mails desnecessários, excluir solicitações de amizades de quem não conheço e coisas do tipo.

Confesso que não dou muita moral pra quem me adiciona nas redes sociais. Se me seguir no Instagram, não irei stalkear; se enviar convite de amizade, no Facebook, com certeza a solicitação será ignorada (caso não tenha uma mensagem se apresentando, claro!). Sou complicado pra abrir brechas pra novas amizades… Circunstância da vida me fizeram ser assim!

Enquanto estava recusando alguns convites no Facebook, visualizei um tal de Rodrigo. Poderia ser só mais uma solicitação de amizade, se não fosse o fato de o ~belo rapaz~ ter enviado mensagem perguntando como eu estava. Como boa pessoa educada que sou, respondi afirmando que estava bem.

Continuei minha faxina digital numa boa. Porém, Rodrigo mandou mais uma mensagem dizendo que havia me visto na faculdade e me achou “interessante”.

Oi? Era isso mesmo? Aquele menino com cara de gótico-suave havia me achado “interessante”? Ai, ai. Senti cheiro de treta na hora.

Inocentemente, mandei um emoji e daí pra frente a conversa fluiu numa boa. Trocamos figurinhas de manhã, tarde, noite… Até mesmo de madrugada. A gente falava sobre a vida universitária, pessoal, divas do pop… Sobre tudo.

O papo com Rodrigo era maravilhoso e me rendia boas risadas. Momentos de descontração dos bons. Confesso que estava começando a gostar da companhia-online daquele carinha.

Durante um fim de semana, convidei Rodrigo pra ia ao parque da cidade pra nos conhecermos pessoalmente. Pasme! A gente conversou pelo Facebook durante um bom tempo, mas nunca nos esbarramos na faculdade. (Na verdade, acho que o moço se escondia de mim, porque eu estava sempre à procura dele!).

Depois de muito esforço e insistência da minha parte, Rodrigo aceitou o convite e foi ao encontro no parque. Apenas como amigos, só pra constar. Nada tava rolando entre a gente.

Quando o vi pessoalmente, me surpreendi. Ele era ainda mais incrível do que eu pensava. Não só no quesito beleza, mas no jeitinho meigo de se expressar. Rolou uma paixãozinha ali logo de cara. Amei o jeito gótico do Rodrigo. Curti o style, gosto musical, visão de mundo… Tudo! Em terra onde o sertanejo e forró prevalecem, encontrar alguém que curte punk  é ter muita sorte na vida.

O papo com o Rodrigo foi ótimo! Estávamos em sintonia e sempre nos tratando na boa, como amigos. (Eu é que imaginei um casamento ali no meio daquele parque lotado de pessoas.) Do nada, o rapaz pegou o celular e começou a me mostrar fotos dos seus amigos. Achei a atitude fofinha e a paixão só aumentou.

Contudo…

Como o destino gosta de brincar com a minha cara, Rodrigo mostrou a foto do Fernando, seu melhor amigo que era apenas o meu ex-peguete!

Tipo assim… Não gosto de misturar amizade com relacionamentos, tampouco ficar com amigos de exs. Não consigo conviver numa boa com isso. Na minha mente, eu estou fazendo algo muito errado.

Após ver a foto, inventei uma desculpa e fui embora. Pra mim não daria certo me envolver mais. E se ele fosse igual ao amigo e me abandonar no momento em que eu mais precisar? Não, não. Não queria repetir a história. Uma triste história.

De vez em quando Rodrigo me manda mensagem. Demoro um tempo pra responder no Facebook. No WhatsApp ele já foi bloqueado! Não quero contato, sabe? Não quero me envolver agora. Quero apenas me sentir seguro primeiro pra depois me envolver em aventuras do tipo.

Nem sei o que Rodrigo achou da minha pessoa… Talvez, pra ele seu posso ser apenas um loucão que sumiu do nada. E estou ok quanto a isso. Melhor mesmo saber que sou apenas um idiota do que uma pessoa que tem medo de conhecer novas pessoas, se apaixonar e, consequentemente, quebrar a cara.

Espero que o gótico-suave esteja bem, se é que “ser feliz” seja possível aos góticos.

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Thanks to you!

Ouvindo “Thanks to you”, do All Time Low

Perdi a conta de quantas vezes sonhei com ele. Foram muitas! Uma quantidade que nem dá pra mensurar. Quando ele estava por perto, trocentas vezes tive devaneios; quando ele partiu, a quantidade aumentou mais um pouco. Diminuiu com o tempo, chegando a desaparecer de vez.

Na última noite ele voltou aos meus sonhos. Dessa vez, não pude conversar, já que foi coisa rápida e no próprio devaneio a gente não estava em sintonia. O sotaque, cabelo, corpo… Tudo permanecia igual ao que conheci, ainda lá em 2014. E Wow! Já fazem 4 anos que essa paixão louca existe por aqui. Coisa de louco. Mesmo.

Sendo sincero, não sei o motivo da paixão, tampouco o porquê de cultivá-la até hoje. Tenho todos os motivos do mundo pra abandonar esse barco e seguir em frente. Porém, vira e mexe me pego em pensamentos quanto a ele/nós.

E se ele dissesse “sim!”? E se, naquela copa de 2014, a gente resolvesse ficar juntos? E se no dia em que ele dormiu na minha casa a gente resolvesse que, sim, daríamos uma chance um ao outro? E se ele não houvesse ido embora pra São Paulo? Como seria a minha vida agora ao lado dele?

De alguma forma, acho que esses benditos sonhos tentam me mostrar algo. Mas eu não consigo entender! Não agora. Ainda continuo com vendas nos olhos, me impedindo de enxergar a realidade. Parece que parei de viver em 2014, quando o conheci. Todo mundo seguiu em frente e eu estacionei naquela paixão. Naquela maldita paixão.

Ele é perfeito e eu tão babaca. Babaca, sim! Ficar 4 anos alimentando esperanças que não existem, isso é coisa de gente boba. E eu sou mesmo um bobão, daqueles que espera, espera, espera… E continua esperando.

No sonho da última noite, não lembro o que ele disse… Foi algo comum, coisa do dia a dia. Só esse fato já me despertou uma saudades do passado. De ficar conversando até tarde, de marcar rolês e arrumar motivos pra tê-lo ao meu lado. Contudo, pensar em tudo isso me traz dores. Muitas dores.

Ao lembrar das sensações boas de estar ao lado dele, me vem a mente os momentos tristes.. Quando ele disse que gostava da minha amiga, quando dei o meu último abraço e o vi pessoalmente. Dói pra caramba. Doeu mais no passado, mas ainda dói um pouco. Por aqui, as cicatrizes não se curaram. Um dia irei ficar 100% bem. Talvez.

Tenho em mente que os meus sentimentos não foram correspondidos, tampouco ele se importa comigo. Porém, sou muito grato a Deus por tudo. Esse “relacionamento” me ensinou tanto o que é amar uma pessoa de verdade.

Com todas as minhas forças, eu amei. Não fui correspondido, mas amei. Me entreguei, fiz tudo o que podia… Não deu certo, mas a vida é assim. Nem tudo é como a gente deseja.

A vida continua seguindo, eu continuo me reestruturando e procurando motivações pra deixar esse amor de lado. Mas foi intenso. Pensar em tudo isso é intenso. Enfim… Obrigado, D. Obrigado por tudo!

Eu te amo. De verdade. ❤
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