Se exercitando

Uma dos principais pontos para a prática de exercício físico em Araguaína. @ Marginal Neblina 
Quando iniciei o ano de 2015, uma das minhas metas era me exercitar mais, pois eu vi que realmente a caminhada/corrida me ajudaria a perder os benditos quilos que tanto me incomodavam. Então, no fim do primeiro semestre, ganhei da minha amiga uma bolsa na academia. 
O primeiro dia de musculação foi tenso. O segundo também. O terceiro e quarto dia… até o fim da primeira semana eu sofri horrores, devido aos exercícios que o personal me “obrigava” a fazer. Mas eu não desisti. Continuei firme e forte. 
Após dois meses de muita malhação e esforço, perdi 10 kg. Era visível o quanto eu havia emagrecido. Meu rosto ficou mais magro, minhas roupas não cabiam mais em mim e, o melhor, estava trocando a gordura por massa (além de ganhar uns músculos e definir o corpo, principalmente as pernas).
Eu fiquei bastante satisfeito com os resultados obtidos com a malhação. Porém, como já era de se esperar, o destino resolveu interferir na minha vida e mudar tudo. Radicalmente tudo. 
Nessa época eu estava morando sozinho, quando minha vida começou a se complicar após eu pedir demissão do emprego (longa história…). Tive de vender o meu único meio de transporte para quitar as contas acumuladas, além de voltar a morar com os meus pais para me recuperar desse rombo. 
Sim, larguei a academia. 
Antes de entrar na academia e perder os 10 kg. @ Academia Prime Fit 
Com essa reviravolta, me faltou coragem para continuar malhando… Acabei ficando tão depressivo que até a faculdade estava se tornando um saco. E olha que eu amo estudar, mesmo não sendo o curso dos meus sonhos. 
Lado positivo 
Sem dúvida alguma, minha vida mudou demais após minha #vidafitness. Eu nunca tive preguiça para me exercitar, então, não foi nenhum desafio entrar na academia. Eu me sentia tão bem malhando, sabe? 
Aquele momento em que estava dentro da academia era um dos melhores, pois eu deixava os problemas pessoais e profissionais de lado para focar no nada. Quem me via, pensava até que estava tudo ok. 
Minha dica para quem está na dúvida sobre entrar ou não na musculação é: vai. Se não gostar, tenta natação, dança… Só não fique sem se exercitar. Eu sou a prova de que o exercício físico muda a nossa disposição, humor, enfim, a vida. 
Quero muito continuar me exercitando em 2016, mesmo que seja caminhando pelo meu bairro (que tem ótimas avenidas pra isso e até mesmo academia ao ar livre). Não posso voltar atrás para recuperar esses meses perdidos, mas eu posso seguir em frente e fazer com que o futuro seja melhor. E é isso que irei fazer. 
Vem comigo?
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Sem rumo em Londres

Já com as malas prontas, em frente à casa que eu havia alugado para passar um tempo em Londres, estava esperando por um táxi que me levaria até a estação de trem para eu seguir um novo rumo, que dessa vez seria em Porstmouth, uma cidadezinha há mais de 70 km da capital. 

O clima em Londres, sem dúvida alguma, é um dos melhores do mundo para quem gosta de frio, contudo, eu estava a fim de novidades. Queria navegar em outro “mundo” e me lançar em novas aventuras. (Confesso que também queria esquecer os últimos meses em que vivi aqui.)
Cheguei à estação DLR por volta das 15h, com previsão de partida às 15h30. Corri até um guarda para pedir orientações, já que, pasme, nunca andei de metrô. 
Para ter ideia, eu nem sequer aproveitei a minha estadia nesse país. Sei lá, acho que algo me prendia dentro de casa. Na verdade, esse “algo” tem nome e se chame James.  
James era o meu namorado. O mesmo que me fez largar tudo na Flórida para vir ao Reino Unido viver essa aventura. Nós nos conhecemos ainda em Orlando, quando engatamos um relacionamento sério. Ele jurava que me amava e eu, boba, acreditei.

Meses após nosso início de namoro, James me disse que tinha de vir para Londres ajudar os pais na firma aos quais eles são proprietários. Eu encarei aquilo numa boa, inclusive aceitei ao seu pedido de vir embora com ele.

Quando a gente ama, a gente está disposto à tantas loucuras, inclusive enfrentar os pais e se jogar de cabeça em algo do tipo. Eu simplesmente larguei tudo. Emprego, faculdade, amigos, família. Abandonei minha vida estável para vir morar com o James.

Nos primeiros meses, não havia arrependimento, mas, o tempo passou e ele começou a chegar tarde em casa; a ficar mais tempo teclando no celular; a deixar uma “formiga andando na minha cabeça“.

A gente estava levando uma vida de casado, então, acho que o mínimo que eu merecia era esclarecimentos à respeito da sua demora e saídas à noite. Sozinho. 

Após investiga-lo e segui-lo, acabei flagrando-o com outra mulher em um pub. Eles estavam se beijando e eram beijos carinhosos, cheios de amor. Aquela pessoa que ele estava aos amassos era a mesma que tinha toda a liberdade na minha casa. A única amiga que eu, aparentemente, conquistei em Londres.

Fiquei tão triste e desolada. 
Corri para casa após ver aquela cena e arrumei minhas malas. Primeiro: estava infeliz em um relacionamento onde eu só poderia ficar em casa e, se fosse para sair, somente na companhia do namorado. Segundo: após minha mudança de país, ele demonstrou ser outra pessoa e não digno do meu amor. 
Agora eu estava ali, dentro de um trêm. Sem rumo. Sem saber direito o que fazer. Estava à caminho da casa de uma amiga de infância, mas, mesmo assim ainda me sentia perdida. 
Deixei na minha antiga casa apenas um bilhete me despedindo de James. Seria doloroso olhar para ele e perceber o quanto eu fui tola ao abrir mão de toda minha vida em Orlando. Mas…
Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, foi  a não desistir da felicidade. A gente não irá consegui-lá sem investir em quem achamos que é legal. Com o James não deu certo, mas… Afinal, a pessoa certa é aquela que se dedica, se doa e pode ser qualquer um. Não é simplesmente aquela que aparece num passe de mágica. Exige tempo. 
No momento, só estou sem rumo e com uma ferida no meu coração. Espero que essa viagem me acorde para a vida.
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Wishlist literária

Uma das coisas que eu mais encontro prazer nessa vida com certeza é ler. Eu não sei exatamente com qual idade comecei a ler, tampouco qual foi o meu primeiro livro. O fato é que eu amo exercitar a mente através da leitura.

Pensando nisso, resolvi fazer minha última listinha de livros deste ano, que eu preciso comprar com urgência.
1 – Enfim, 30: Esse livro é mais um da Jana Rosa em parceria com a Camila Fremder. Anteriormente, as duas já haviam lançando outra obra juntas, e agora voltaram com tudo.
Eu simplesmente adoro a forma como elas escrevem e conduzem as rápidas histórias ao longo do livro. E não é preciso ter 30 anos para gostar das crônicas, viu?!
2- Para todos os garotos que eu já amei: Quando eu vi pela primeira vez a sinopse desse livro, eu pensei: “meu Deus, parece uma autobiografia minha!”.
Infelizmente (ou felizmente, vai!), eu tenho o costume de sempre escrever cartinhas às pessoas que passaram pela minha vida. Algumas eu até posto aqui no blog…
Eu super me identifiquei com a sinopse da história, porque parece demais com a minha vida… 
3 – Garota Online: Acho que esse livro é uma leitura obrigatória à todos os blogueiros. Sério. Vi várias resenhas sobre essa obra e todas elas conseguiram me conquistar…
O livro conta a história de uma garota que atualiza seu blog pensando que ninguém da sua vida offline acompanha seus dramas na internet.
4 – A real guide to really getting it together once and for all (really): Esse é o livro da Ashley Rickards, a Jenna de Awkward (já falei sobre o seriado aqui no blog). Nessa obra, ela revela um pouco sobre como conseguiu alguns papéis na tevê e lidou com a mudança de cidade, já que teve de sair da casa dos pais muito cedo para trabalhar em Los Angeles. 
Dentre outras coisas, a atriz escreveu sobre timidez, mudanças, trabalho, beleza… Meio que uma bíblia para quem acredita que a vida, por trás e na frente das câmeras, é perfeita.

Enfim, esses são os livros que eu preciso comprar com urgência. Vocês já leram ou conhecem algum?

Um beijo!
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