Minhas histórias com câmeras digitais

Esqueça um pouco o ano de 2015 e tente lembrar como as coisas funcionavam no ano de 2008/2009 no mundo da fotografia. Lembrou? Pois é! Assim como muita gente, eu era uma daquelas pessoas pobrinhas, que ficavam vendo os amigos rycos ostentarem as suas ~lindas e exclusivas~ câmeras digitais. 
Não sei na cidade de vocês, mas, aqui no Tocantins, as primeiras pessoas que tinham câmeras digitais eram empresários, políticos e todo esse pessoal que ganha dinheiro “facilmente”. Eu, claro, ficava morrendo de inveja por não ter uma câmera tão moderna como aquela. Poxa! Onde já se viu ter um câmera onde você via a foto na hora? E ainda podia ver no computador, na televisão…? Era um avanço tecnológico muito doido. 
Aqui na minha cidade, a gente se sentia a celebridade quando andava com a bolsinha da câmera na mão ou pendurada no ombro. Tipo: todo mundo parava pra olhar pra você…
Naquele tempo, ostentação tinha outro significado
A minha maior felicidade do mundo aconteceu assim que entrei no colegial, quando meus pais me presentearam com uma câmera da Samsung. O ano era o de 2009 e o mês de julho, bem perto do meu aniversário (que é em agosto!).
Fui ao Centro com a minha mãe no intuito de fazer umas comprinhas básicas, no fim, quando chegamos numa certa loja, implorei pra minha mãe comprar a câmera. E sim: eu consegui. Saímos de lá com uma sacolinhas e um ~lindo~ boleto de 12 parcelas. #vidadepobre #pobresofre #vemriqueza #vemsemmedoMegaSena 
Preciso mesmo falar das fotos no espelho? Sdds. Adorava ficar no banheiro de casa colocando a língua pra fora e entortando o pescoço. E as fotos de cabeça pra baixo? <3
Com a minha câmera nova, pelo menos uma vez na semana eu levava ela pra escola (escondido dos meus pais). As aulas de Educação Física virava, praticamente, aula de fotografia, porque todo mundo só queria saber de tirar fotinhos pra postar no falecido Orkut. #RIP
Depois da minha tão soada conquista da câmera digital, foi a vez do aparelho ortodôntico, mas isso eu conto em outro post. 😉 
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O tempo voa…

Todo dia eu acordo com sensação de que o tempo está passando voando e eu não estou aproveitando tudo o que vida tem a me oferecer de melhor. A coisa complica ainda mais quando eu percebo que não sei qual rumo seguir, e o que fazer para viver bem. 

Ao meu redor, vejo tanta gente decidida, com a certeza do que querem fazer pelo resto da vida. Já eu, no momento só consigo pensar nas benditas provas finais deste semestre da faculdade. E não: eu não gosto de ficar pensando no futuro, sabe? Gosto de deixar as coisas acontecerem naturalmente; pela vontade de Deus. 
Se alguém me dissesse que a solução para o meu problema seria planejar, com certeza eu responderia que não isso não funciona. Não comigo. 
Já planejei demais. Já fiz planos que tinham tudo para dar certo, mas simplesmente o medo fez com que eu desistisse de última hora. Sinceramente, desistir naquele momento foi a melhor coisa, pois eu não estou nem um pouco preparado para uma mudança tão monstruosa e ao mesmo tempo perfeita. 
“A má notícia é que o tempo voa. A boa notícia é que você é o piloto. Seja mais para fazer mais.” 
Perdi a conta das noites em que fiquei planejando o meu futuro. Uma hora queria ser advogado, Promotor de Justiça… depois mudava de rumo e ia para a carreira do Jornalismo, publicidade… É tudo muito complicado. 

Enquanto fico nesse embaralho de dúvidas, o tempo voa. O tempo vai passando. Bom seria se o tempo congelasse, para que a gente pudesse pensar com mais calma (e sem pressão!) sobre a nossa vida.

Falando em pressão e cobranças… O mundo sempre está cobrando da gente as coisas, né? Quando não é o nossos país cobrando boas notas na faculdade, são os amigos, parentes, namorado… Eu só queria que todos se colocassem no lugar dos outros para entender que: não é fácil viver com tantas dúvidas e não saber como resolvê-las. 

E o tempo continua passando…

Já, já tenho uma aula de Direito Penal e me sinto bem perdido dentro da sala, mas, fiz um propósito comigo mesmo de não desistir de nada. Se eu cheguei até aqui, é porque tem um propósito. Deus tem algo pra mim. 

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Livro: Laços inseparáveis

Autora: Emily Giffin Páginas: 445 Editora: Novo Conceito  Gênero: Ficção

Sinopse: Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos que vive seu sonho na cidade de Nova York. Com uma carreira promissora e um relacionamento estável, ela convence a todos, até si mesma, de que sua vida está do jeito que ela quer. No entanto, certa noite, Marian atende a porta… e encontra Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensava ter resolvido para sempre. 

Já pensou na hipótese de alguém um dia aparecer na porta do seu apartamento dizendo que é seu filho(a)? Aquele que você abandonou assim que nasceu, há 18 anos? Pois é! Isso aconteceu com Marian Caldwell, uma produtora de tv de Nova York, responsável pela criação de um seriado que estava “bombando”. 
De um lado temos Marian, que se mostra totalmente perturbada com a chegada da filha; do outro, temos Kirby, uma jovem-adolescente que estava “feliz” com a vida que levava ao lado de sua família adotiva, mas, ao completar 18 anos, decidiu que iria atrás dos seus genitores. 
Durante (quase) todo o livro, a Emily Giffin soube conduzir bem a história, dividindo os capítulos entre Marian e  Kirby. Outro ponto positivo é que os capítulos são curtos, fazendo com que a leitura tivesse um ritmo acelerado e sempre deixando uma curiosidade ao finalizá-lo. 
As quase 500 páginas relatam uma linda história de uma mãe que abandonou a sua filha, supondo que essa medida seria o melhor para a criança, mas, nem sempre essa é a solução. Para piorar, Marian escondeu de todos que entregou a filha à adoção; na verdade, apenas a sua mãe sabia da gravidez. 
O motivo de Marian ter escondido a gravidez de todos, inclusive do próprio pai da criança, é utópico, porém, válido. A história ficou boa do jeito que foi escrita, mas, se eu pudesse sugerir algo, com certeza pediria para a autora contar mais um pouco sobre o pai de Kirby, o Conrad. O mesmo apareceu no início e no fim da história, porém, sua passagem foi muito rápida. 
Esse é o meu terceiro livro da Emily Giffin e eu estou cada vez mais me apaixonado pela sua escrita deliciosa. Já li: “Uma prova de amor”, “Presentes da vida” [que tem filme] e “Laços inseparáveis”. 
Em suma, para quem gosta de livros que misturam temas do cotidianos, como amizade, amor, fidelidade e traição, prepare-se porque “Laços Inseparáveis” te fará pensar, rir e chorar nas mais diferentes circunstâncias; além da perspectiva de um final deslumbrante.
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